Inquérito revela que 32% dos empréstimos concedidos durante a pandemia no Japão não serão recuperados

Publicado em 24/10/2024
Por Eduardo Rodrigues

Um levantamento realizado pelo Escritório Nacional de Auditoria do Japão revelou que 32% do total emprestado pelo governo para apoiar financeiramente famílias afetadas pela pandemia de COVID-19 não será recuperado, segundo um boletim do Jornal Asahi. O programa especial de empréstimos do governo concedeu até 2 milhões de ienes sem juros por família, totalizando 1,4 trilhão de ienes.

No entanto, cerca de 1,31 milhão de famílias ainda enfrentam dificuldades financeiras, e o governo foi obrigado a isentá-las da devolução dos valores, o que resultou em perdas significativas de 468,4 bilhões de ienes. As expectativas são de que esse número continue a aumentar à medida que novos pedidos de isenção sejam feitos.

O programa de empréstimos, implementado entre 2020 e 2022, foi direcionado principalmente a famílias de baixa renda e idosos. Para acelerar a concessão dos auxílios, o governo flexibilizou as exigências, como a dispensa de entrevistas e planos de suporte financeiro.

A auditoria também identificou erros cometidos por algumas organizações sociais locais encarregadas de administrar o programa. Entre as falhas apontadas, estão a concessão de empréstimos a beneficiários de subsídios de subsistência (seikatsu hogo), que não eram elegíveis. Em alguns casos, também não houve acompanhamento ou visitas domiciliares para auxiliar na recuperação financeira dos beneficiários, o que estava em desacordo com as diretrizes do governo.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar reconheceu os problemas, atribuindo-os à necessidade de afrouxar as condições na época para agilizar o processo. Em resposta à auditoria, o ministério se comprometeu a implementar as medidas necessárias para prestar apoio adequado aos beneficiários.

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