Pesquisa mostra Japão em último lugar sobre satisfação com relacionamentos amorosos

Publicado em 22/11/2024
Por Silvio Mori

O Japão é destaque nos rankings globais como um dos melhores destinos turísticos e um ótimo lugar para se viver, de acordo com turistas estrangeiros. No entanto, quando o assunto é “relacionamentos românticos e sexuais”, o país apresenta desempenho bem inferior, segundo uma pesquisa da empresa Ipsos, com sede em Paris.

Entre 31 países analisados, o Japão ficou na última posição em satisfação com relacionamentos amorosos, conforme divulgado pela mídia local. Apenas 37% dos japoneses entrevistados afirmaram estar satisfeitos com seus relacionamentos românticos e sexuais. Apesar disso, o número é 3 pontos percentuais maior do que no ano anterior.

A pesquisa também revelou que o país ficou em último lugar em relação à sensação de ser amado, com apenas 51% dos entrevistados relatando essa experiência. Ainda assim, houve um leve aumento de 2 pontos percentuais em relação ao ano passado. Globalmente, a média de satisfação com relacionamentos amorosos foi de 62%.

Os países que lideraram o ranking foram Índia e México, ambos com 76%, seguidos por China e Tailândia, com 75%.

Shunichi Uchida, chefe da Ipsos Japan, comentou sobre o desempenho do Japão: “O fato de os japoneses não serem bons em demonstrar emoções e atitudes em relação ao romance pode ter afetado os resultados.”

Quando analisado o relacionamento com parceiros ou cônjuges, 69% dos japoneses relataram estar satisfeitos, colocando o país na penúltima posição, à frente apenas da Coreia do Sul, onde 68% disseram o mesmo.

A pesquisa destacou disparidades de satisfação entre homens e mulheres no Japão. Enquanto 42% das mulheres relataram estar satisfeitas com seus relacionamentos românticos e sexuais, apenas 31% dos homens disseram o mesmo. Em relação ao sentimento de ser amado, 56% das mulheres afirmaram sentir-se assim, em comparação com 45% dos homens. Por outro lado, mais homens (72%) disseram estar satisfeitos com seu relacionamento com seus parceiros ou cônjuges do que mulheres (67%).

Os “baby boomers” (entre 59 e 79 anos) demonstraram maior satisfação em todas as categorias avaliadas. Já a “geração X” (45 a 58 anos) e os “millenials” (29 a 44 anos) relataram níveis semelhantes de satisfação.

Por outro lado, a geração Z (12 a 28 anos) apresentou as menores taxas de satisfação em duas áreas: relacionamentos românticos e sexuais (25% satisfeitos) e relacionamentos com parceiros ou cônjuges (52%). Em ambos os casos, os índices ficaram mais de 10 pontos percentuais abaixo das demais gerações. Curiosamente, no quesito “sentir-se amado”, a geração Z alcançou o segundo maior índice de satisfação (50%), superando a geração X e os millennials.

A Ipsos realizou o levantamento entre dezembro e janeiro, entrevistando 24.269 pessoas de 31 países. O objetivo foi explorar atitudes e tendências globais relacionadas ao romance e à vida amorosa.

Fonte: Yahoo Japan News

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