Brasileiros celebram a Festa Junina no palco da Expo Osaka

Publicado em 23/04/2025
Por Redação

A Expo 2025 Osaka contou com apresentação da dança quadrilha, que faz parte da tradicional Festa Junina, no dia 21, no palco Arena `Matsuri`. Pais e alunos do Projeto Construir Artel, entidade de Osaka, foram convidados para esse evento intitulado `Tsunagu`, com o objetivo de conectar pessoas.

A coordenadora do Projeto Construir Artel, Luzia Tanaka, disse estar muito feliz em participar da Expo 2025. “Comemoramos 130 anos de laços de amizade entre o Brasil e o Japão e 35 anos de presença da comunidade brasileira neste país, fortalecendo ainda mais essa relação construída ao longo dos anos”, frisou ela na abertura.

A jovem Maia Hanayama, 21 anos, foi uma das participantes. Ela frequentou o Artel desde a segunda séria do Ensino Primário até o terceiro ano do Ensino Ginasial. Atualmente, ela atua como voluntária da entidade. “O Projeto Construir Artel foi importante para mim. Quando eu cheguei a sofrer ijime (bullying), eu contava os dias para encontrar os amigos na Artel, onde tive apoio sobre assuntos escolares e outras consultas”, disse ela, que pretende conhecer outros países, inclusive o Brasil, após concluir a faculdade.

A mãe dela, Maria, declarou que foi uma emoção grande dançar e mostrar a cultura brasileira na Expo 2025. Ela já foi conhecer o Pavilhão Brasil, organizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “Achei muito alegre e gostei da primeira parte da exposição com jogo de luzes”, comentou.

O grupo foi composto por mais de 30 pessoas do Brasil e algumas famílias do Vietnã. Eles também participaram do Radio Taisso (exercício japonês) vestidos com `parangoromos` distribuídos no Pavilhão Brasil. Com inspiração no poema intitulado “Parangoromos”, de Haroldo de Campos, Hélio Oiticica se aproxima da cultura japonesa. Por isso, o Pavilhão Brasil tem a Sala dos Parangoromos, uma fusão da vestimenta`parangolé`, criada pelo artista Hélio Oiticica, com `hagoromos`, vestimenta tradicional japonesa associada à leveza e espiritualidade. Há ainda tinta branca que os visitantes podem se pintar no rosto ou nas mãos.

Os Parangolés, criados por Hélio Oiticica a partir dos anos 1960, são capas, bandeiras, estandartes e abrigos feitos com tecidos coloridos e materiais simples, pensados para serem vestidos e movimentados pelo corpo. Mais do que obras a serem apenas vistas, os Parangolés convidam à ação, à dança e à participação, rompendo a arte tradicional e colocando o corpo do espectador como parte da obra. Essa peça não é usada no dia-a-dia no Brasil.

Fonte e Photo: Assessoria ApexBrasil

Sugestão de leitura

+Mais Japão Todos direitos reservados