Caminhos para estudar e trabalhar na Austrália são apresentados em Aichi

Publicado em 01/10/2025
Por Silvio Mori
Workshop foi conduzido pelo empresário e ex-dekassegui Alberto Uesugi, que já encaminhou mais de 5 mil pessoas para a Oceania

No último domingo (28), o workshop “Tudo sobre estudar e trabalhar na Austrália” reuniu, no Minakuru Hiroba Kariya, um público interessado em planejar estudos e carreira no país. As dicas foram dadas pelo empresário Alberto Uesugi, brasileiro, ex-dekassegui e residente na Austrália, que acumula a experiência de já ter orientado mais de 5 mil pessoas em processos de intercâmbio para a Oceania.

Ao longo do encontro, Uesugi detalhou as etapas de preparação, os requisitos para o visto de estudante, os trâmites acadêmicos e destacou o papel central do inglês para a inserção no mercado de trabalho australiano. Em formato expositivo e de perguntas e respostas, o empresário esclareceu dúvidas de participantes, muitos com planos de mudança para a Austrália com foco em oportunidades profissionais.

Segundo ele, a principal inquietação de quem sonha com um intercâmbio — ou com uma nova vida na “terra dos cangurus” — gira em torno de o que exatamente fazer no país, quais resultados esperar e como garantir retorno para um investimento frequentemente alto.

“Meu trabalho é mostrar justamente como esse retorno acontece, que tipo de pessoa você vai se tornar, o quanto vai evoluir no inglês, se vai se formar ou se especializar em alguma área... E, a partir disso, os resultados vêm naturalmente”, explicou Uesugi.

Com apenas um ano e meio no Japão, Rafael Yudi Yamashita, 24, deixou o Brasil em busca de recursos e do aprendizado do inglês, já de olho na Austrália. Para ele, o workshop trouxe clareza sobre o processo: “Não é tudo fácil, mas é alcançável. Saio mais confiante da decisão de ir”, declarou.

O mesmo sonho de morar fora também está nos planos de Camille Mayumi Ueta, 23, moradora de Hamamatsu (Shizuoka), que participou de uma edição anterior do workshop, em Komaki, e ganhou aulas de inglês como incentivo.

“Moro no Japão há 15 anos e sempre quis ter uma experiência fora. Em 2020, passei uma semana na Austrália e vi que é possível. Agora, o desafio é me organizar financeiramente. O workshop clareia o caminho e mostra por onde começar”, contou.

A importância do inglês

Para Uesugi, o principal obstáculo de muitos candidatos é a baixa proficiência em inglês — idioma essencial para qualquer avanço acadêmico e profissional no país. “A pessoa pode ser o melhor engenheiro do mundo, mas se não fala inglês, na Austrália, ela não é nada. Pode dominar a área, mas se não sabe se comunicar, está travada. O inglês é o que eu falo 24 horas por dia”, enfatizou.

O professor de inglês Igor Kawanishi reforçou que o primeiro passo para um intercâmbio bem-sucedido é ajustar a relação com o idioma: “A primeira coisa é ter engajamento com o inglês. Entender seu nível atual, para que finalidade você quer usá-lo e, a partir daí, encontrar a melhor forma de alcançar seu objetivo maior”, concluiu.

Com abordagem prática, relatos inspiradores e foco na preparação linguística e financeira, o workshop reforçou que estudar e trabalhar na Austrália está ao alcance de quem se planeja. Mais do que informações técnicas, o evento ofereceu motivação e uma rede de apoio para quem deseja transformar esse projeto em realidade.

Para quem deseja saber como fazer um intercâmbio na Austrália, basta acessar: https://connectionflow.com.au/

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