A Polícia Metropolitana de Tóquio encaminhou ao Ministério Público uma mulher de 27 anos e dois homens, de 37 e 31 anos, sob a acusação de violar a Lei de Prevenção de Incômodos de Tóquio. O grupo é suspeito de realizar atos obscenos durante a gravação de vídeos em áreas de grande circulação, como Shibuya e Shinjuku.
De acordo com as investigações, a prática envolvia abordar pedestres com uma caixa de papelão e desafiá-los a descobrir o que havia dentro. Ao tocarem no interior do objeto, as vítimas eram surpreendidas ao entrar em contato com os seios da mulher, enquanto os demais envolvidos registravam as reações em vídeo.
Em depoimento, os três detidos confessaram a autoria das ações. Eles alegaram às autoridades que a intenção era viralizar o conteúdo e que não acreditaram que a brincadeira causaria complicações legais.
O levantamento policial aponta que o grupo repetiu o procedimento 14 vezes desde fevereiro do ano passado. O material produzido alcançou a marca de 800 milhões de visualizações nas redes sociais. A estratégia dos suspeitos era utilizar as filmagens como isca para direcionar o público a um site de assinaturas, onde comercializavam vídeos de natureza explícita. Estima-se que a operação tenha gerado um lucro de aproximadamente 10 milhões de ienes.


