Abalo atingiu principalmente as províncias de Aichi e Shizuoka, onde abriga a maioria dos brasileiros que vivem no país; Além disso, a província não testemunhou um tremor forte desde 1997
Um terremoto de magnitude preliminar 5,7 atingiu o centro do Japão às 1h04 (de Tóquio) deste domingo (8), deixando mais de 20 pessoas feridas em Aichi e Shizuoka. De acordo com a JMA, o epicentro ficou na região oeste de Shizuoka, a aproximadamente 40 quilômetros de profundidade. Na cidade de Chita-AIC, o tremor alcançou intensidade 5 superior na escala sísmica japonesa. No entanto, apesar do susto, não houve emissão de alerta de tsunami.
Além disso, essas regiões costumam concentrar a maioria da Comunidade Brasileira no Japão. Pelas redes sociais vários brasileiros, desde simples cidadãos à grandes influenciadores testemunharam o momento em que acordaram ou foram surpreendidos pelo terremoto no início da madrugada japonesa de domingo (8).
Tremor foi o mais forte em Aichi em quase três décadas
O terremoto chamou a atenção pelo registro em Aichi, onde um abalo de +5 não era observado desde 1997. Na escala japonesa, esse patamar representa uma movimentação capaz de dificultar a caminhada sem apoio, além de provocar a queda de móveis que não estejam fixados. Em níveis inferiores, como o -5, objetos domésticos, incluindo pratos e livros, podem cair de prateleiras. Além disso, partes das províncias de Nagano e Gifu também registraram intensidade - 5, indicando que os efeitos do tremor alcançaram diferentes áreas do centro do país.
O impacto ocorreu em uma região de grande importância econômica para o Japão, especialmente por concentrar fábricas e instalações ligadas à indústria automobilística. A província de Aichi abriga a sede da Toyota Motor e uma extensa cadeia de fornecedores do setor. Por isso, além dos danos em residências e estabelecimentos, as autoridades acompanham possíveis reflexos sobre a infraestrutura e os serviços locais. Enquanto isso, equipes responsáveis pela resposta ao desastre trabalham para avaliar as consequências do abalo e prestar assistência às pessoas atingidas.
Usina nuclear permanece sem alterações
Apesar da proximidade com uma área de risco sísmico, a usina nuclear de Hamaoka, em Shizuoka, não apresentou anormalidades após o terremoto, conforme nota da CEPCO. A usina fica próxima da região associada à possível origem de um futuro megaterremoto na Fossa de Nankai, uma das áreas de maior preocupação das autoridades japonesas. Ainda assim, a Agência Meteorológica avaliou como baixa a possibilidade de que o tremor deste domingo esteja relacionado a esse cenário de grande magnitude.
Os efeitos do terremoto também atingiram o transporte público. Algumas linhas ferroviárias locais tiveram serviços suspensos temporariamente, enquanto o Tokaido Shinkansen operou com velocidade reduzida entre as estações de Shizuoka e Gifu-Hashima, como medida preventiva. A circulação normal dos trens-bala foi retomada antes do meio-dia, segundo a JR Central. Paralelamente, o governo japonês instalou um escritório de ligação para coordenar a resposta ao tremor e acompanhar as informações sobre danos e feridos.
Novo tremor atinge o sudoeste do Japão
Ainda na manhã de domingo, outro terremoto ocorreu, dessa vez, no sudoeste do país. O abalo teve magnitude preliminar 4,3 e atingiu a província de Kumamoto por volta das 10h53 (de Tóquio). As cidades de Kumamoto, Uto e Uki registraram intensidade 4 na escala sísmica japonesa.
O Japão está localizado no encontro de diferentes placas tectônicas, condição que o torna um dos países mais sujeitos a terremotos no mundo. A província de Kumamoto, por exemplo, já enfrentou um forte abalo de magnitude 7,1, com intensidade máxima 7 na escala japonesa, em 28 de julho.


