Lojas de conveniência deixam de operar 24 horas por falta de funcionários

Publicado em 10/05/2024
Por Redação
Uma pesquisa mostrou que cerca de 6,4 mil de 55 mil lojas de conveniência no Japão estavam operando em horários reduzidos entre fevereiro a abril.

Uma pesquisa realizada pela Kyodo News, apontou que cerca de 12% das lojas de conveniência no Japão administradas por grandes operadoras optaram contra funcionamento 24 horas, citando uma escassez de trabalhadores e declínio na demanda noturna.

A pesquisa, conduzida em abril e respondida por 7 grandes operadoras de lojas de conveniência com exceção da Yamazaki Baking, mostrou que cerca de 6,4 mil dos 55 mil pequenos estabelecimentos comerciais do tipo no país estavam operando em horários reduzidos entre fevereiro e abril.

Algumas aceleraram a introdução de caixas com autoatendimento para lidar com a falta de funcionários.

A líder da indústria, a Seven-Eleven Japan Co., reduziu seus horários de funcionamento em mais de 200 lojas adicionais desde o ano fiscal de 2020 a pedido de donos de franquias, enquanto a Lawson Inc. implementou medidas similares em mais 100 unidades.

Entre as 3 principais redes – Seven-Eleven Japan, Lawson e FamilyMart Co. –  a proporção de lojas com horários de funcionamento reduzido foi relativamente baixa, aproximadamente 8 a 10%, comparada com outras operadoras menores.

A Seicomart, a maior rede de lojas de conveniência em Hokkaido, registrou a taxa mais alta de lojas com horários reduzidos, a 87%, seguida pela Poplar Co., com sede em Hiroshima, a 79%.

Um representante da rede Ministop Co. disse que a empresa está tomando medidas levando em consideração as vendas e a sustentabilidade, o que fez com que 22% das lojas passassem a funcionar em horários comerciais mais curtos.

Quando a Seven-Eleven Japan abriu a primeira loja de conveniência do país no distrito de Koto, em Tóquio, em maio de 1974, as lojas com operação 24 horas por dia tornaram-se onipresentes, com clientes aparecendo não apenas para comprar mantimentos, mas também para serviços financeiros, entrega de pacotes e outras conveniências.

Fonte: Japan Today / Kyodo News

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